sexta-feira, setembro 19, 2008

Se...


Disponível/Available

sábado, setembro 13, 2008


Ref.ª CN #1

Preço unitário: 6,00 euros

Ref.ª CA #4

Preço unitário: 4,50 euros

Ref.ª CApple #2

Preço unitário: 4,00 euros
Ref.ª CApple #1

Preço unitário: 4,00 euros

Ref.ª CA #3

Preço unitário: 8,00 euros

Porque o Outono está a chegar e é preciso alegrar os casaquinhos mais quentes



[Ref.ª874]

Preço/Price:4,90 €

quinta-feira, setembro 04, 2008

Cuidado com as imitações


Todos os lenços dos namorados bordados pela Guapa, são bordados em linho ou tecido alinhado, com os riscos originais dos lenços dos namorados minhotos.
Os lenços bordados pela Guapa possuem etiqueta própria e estão certificados, por isso cuidado com as imitações.

Um pouco de história sobre os lenços dos namorados...


É provável que a origem dos "lenços dos namorados" ou "lenços de pedidos" esteja nos lenços senhoris do sec. XVII - XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo, dando-lhe consequentemente um aspecto característico.
Antes de tudo, eles faziam parte integrante do traje feminino e tinham uma função fundamentalmente decorativa. Eram lenços geralmente quadrados, de linho ou algodão, bordados segundo o gosto da bordadeira.
Mas não é enquanto parte integrante do traje feminino que nos interessa o seu estudo, mas a sua outra função, não menos importante, e da qual vem o nome: a conquista do namorado.

A moça quando estava próxima da idade de casar confeccionava o seu lenço bordado a partir dum pano de linho fino que porventura possuía ou dum lenço de algodão que adquiria na feira, dos chamados lenços da tropa.
Para realizar esta obra, a rapariga utilizava os conhecimentos que possuía sobre o ponto de cruz, adquiridos na infância, aquando da confecção do seu marcador ou mapa.

Depois de bordado o lenço ia ter às mãos do "namorado" ou "conversado" e era em conformidade com a atitude deste de usar publicamente ou não, que se decidia o início duma ligação amorosa.

Os lenços carregam consigo, por isso, os sentimentos amorosos duma rapariga em idade de casar, revelados através de variados símbolos amorosos como a fidelidade, a dedicação, a amizade, etc.

Estes lenços eram originariamente em ponto de cruz, e por ser um ponto trabalhoso obrigava a bordadeira a passar, durante muitas semanas e mesmo durante meses os serões na sua confecção.


Como a escassez de tempo passou a ser um facto na vida moderna, a mulher deixou de ter tanto tempo para a confecção destes lenços, o ritmo de vida tornou-se mais intenso e a mulher teve que solucionar este problema adoptando no bordado outros pontos mais fáceis de bordar.
Com esta alteração outras se impuseram no trabalho decorativo dos lenços dos namorados: o vermelho e o preto inicial vai dar origem a uma grande quantidade de outras cores, e com elas novos motivos decorativos se impuseram. Os lenços não deixaram porém de ser ainda mais expressivos, acompanhados muitas vezes de quadras de gosto popular dedicados àquele a quem era dirigida tão grande fantasia:
O Amado.




The origin of "fiancé kerchiefs", also known as "kerchiefs of proposal", is thought to date back to the distinguihed and noble times of the 17th and 18th centuries and were adapted by the woman of the people who made use of them when they aspired to win their fiancés hearts.
As well as being part of female attire, they were used for decorative purposes.

They were for the most part square shaped (50 to 60 cm) linen or cotton made and embroidered according to the taste of each embroideress.

These proposal wraps represented, to some extent, the proof of the embroideresses devotion towards the men they were in love with and were, for such a purpose, offered to them.

Those declaratios were rarely unaccepted so the engaged boys would then make their engagement public by wearnig the kerchiefs over their Sunday best suit or as neckerchiefs so that they coul d openly be shown off.

Beforestarting to design these kerchiefs girls would first paractise cross stitching on maps and markers in order to gain experience and reach perfection and afterwards, theywould work their own pieces out.

Everything was done on account of the fantasies: love, which seemed to be the direct cause of those rich and effusive artisan items.

Since then, these kerchiefs have portrayed various kinds of sentiments felt by marriageable girls, expressed through symbols of faithfulness or religious devotion in regard to the wedding act, and through quatrains that in most cases reveal the illiteracy of the embroideress, as bad spelling or misspelling are common.

Since cross stitching seemed to be the archetype of these items, their confection was therefore lengthy, representing weeks and sometimes months of patient evenings spent by the embroideress on a piece that was the only one of its kind, as it gave voice to her inmost feelings, often obscure to those who later interpreted it.

In the course of time, as life has become more restless and as women have had less time to spare on embroidery, they were compelled to find a quicker way of doing it.

Consequently, they have begun to embroider, resorting to lasier stitches such as flowerstitch or inversion of stitches, among others.

As a result of it, the original elaborateness of these kerchiefs has been subjected to significant changes nevertheless without giving away the pristine spirit they were made in.

The more noteworthy changes have concerned colours, as shades of red and blak have beeb replaced by a polychromy which has brought in much popularity; as regards decorative outlines, their primitive symbology has remained and has been spreading.